Opinião: Perfil da nova equipe do Guarapuava Futsal


Jogos amistosos mostraram um time muito aguerrido, com muita vontade de vencer. 

Faríamos uma postagem falando fazendo uma análise jogador a jogador da equipe de Guarapuava no começo deste ano, mas devido às mudanças no elenco e na comissão técnica, decidimos fazer esta postagem somente depois dos amistosos da pré-temporada. A proposta é fazer uma avaliação da equipe neste primeiros jogos, projetando o que se pode esperar da nova equipe na disputa da Chave Ouro deste ano.

Comissão técnica

Qualquer comparação do novo técnico Brigadeiro com o ex-treinador do Guarapuava, Baiano, é injusta, visto a carreira vitoriosa e conhecimento adquirido por Baiano em todos estes anos trabalhando como técnico de futsal. No entanto, quem viu os dois jogos amistosos cotra Corinthians e São Paulo não deve ter se decepcionado com o desempenho do “professor” Brigadeiro, que começou muito bem, mostrando que tem o time na mão, variando formações e jogadas, que deverão ser aprimoradas até a estréia do estadual.

A marcação montada pelo novo técnico se mostrou eficaz. Claro que existem falhas e estas provavelmente serão corrigidas ajustadas, mas, no geral, Brigadeiro está no caminho certo: se não houver nenhuma grande surpresa, o tendência é de Brigadeiro faça uma campanha muito boa à frente do Guarapuava neste ano. Agora é esperar para ver se a expectativa se cumpre no decorrer da temporada.

Goleiros

Talvez seja a posição mais difícil de ser avaliada, pois somente Dudu atuou nos dois amistosos. Mesmo assim a perspectiva é muito boa: Dudu fechou o gol nos dois jogos e Wellington está indo muito bem nos treinos, sendo apontado com uma dos principais destaques nos coletivos.

Falando especificamente das atuações de Dudu, acredito que o novo arqueiro não deixou nada a desejar em relação ao ídolo Brigadeiro e Thiago (principais goleiros da temporada passada). Até me arrisco a dizer que as duas atuações de Dudu foram superiores às dos dois goleiros em todo o ano passado (e que foram muito boas, por sinal).

Além de ser um verdadeiro “paredão”, Dudu tem o trunfo de ser uma boa opção jogando bem com os pés, principalmente nos chutes de longa distância (infelizmente a jogada não surtiu efeito nos amistosos, mas poderá ser melhor explorada no estadual). Vale lembrar que o Guarapuava não tinha um arqueiro com boa saída com os pés desde 2007, quando o Nikinha defendeu o CAD, sendo muito utilizado “na linha”.

Resumindo: acredito que estamos muito bem na posição de goleiro, se não houver lesões que desfalquem a equipe no decorrer da Chave Ouro, o torcedor pode ficar tranquilo, pois o gol estará muito bem protegido.

Fixos

A posição de beque esteve muito desfalcado nos últimos anos, principalmente na última temporada. Vale lembrar que Paulo Henrique passou a maioria do ano se recuperando de uma cirurgia no joelho, assim como Thiagão, que também vinha de recuperação de cirurgia (e mesmo assim foi um dos principais jogadores da temporada passada... Pena que o jogador tenha saído da equipe no mês de agosto). Por fim, Júnior Cabeça, que chegou na metade da temporada, não conseguiu “encaixar” seu jogo na equipe guarapuavana. Com todos estes problemas, os alas (Ricardinho e Biro, principalmente) acabaram jogando improvisados em vários jogos, sobrecarregados.

Neste ano, pelo menos neste começo de temporada, que o técnico Brigadeiro não precisará fazer estas improvisações: Paulo Henrique se mostrou totalmente recuperado, apresentando o mesmo futsal de 2010, quando chegou em Guarapuava, e Rangel foi uma grata surpresa: com chutes fortes, gols e muita aplicação em quadra, ganhou a confiança do torcedor. O jovem atleta tem tudo para se tornar um dos destaques do Paranaense deste ano.

Mas, mesmo com a boa fase dos dois atletas, seria recomendável a contratação de mais um jogador para a posição (até a data limite de inscrições de atletas no estadual), pois, como a Chave Ouro é uma competição muito longa, podem surgir problemas como cartões e contusões, deixando apenas um jogador (ou nenhum) na posição em determinados jogos.

Alas

Ao meu ver, os dois jogadores que “desequilibram” na equipe guarapuava estão nesta posição: Ricardinho e Biro são, cada um a seu estilo, os grande nomes do time deste ano: O toque de bola do novo capitão e o seu posicionamento em quadra é um diferencial a ser citado. Além disso, Ricardinho sempre chega com perigo à meta adversária com seus chutes de longa distância – é um jogador completo e vital para o esquema de Brigadeiro.

Biro, por outro lado, desequilibra por sua habilidade incomum: é o jogador do qual se pode esperar uma jogada genial à qualquer momento, geralmente decidindo jogos. Acredito que as principais contratações deste ano foram, justamente, as manutenções destes dois atletas.

Outro remanescente do ano passado, Neto jogou pouco, pois se contundiu no jogo contra o Corinthians, mas todo o torcedor sabe o que se pode esperar deste jogador: muita doação e raça. Além disso, é um jogador cheio de recursos, que evoluiu muito nos últimos anos, devendo ser um dos titulares da equipe de Brigadeiro.

Não podemos esquecer, porém, que a posição perdeu muitas peças importantes, como Nenê, Dionízio e Carrapicho. Assim os novos alas têm uma missão difícil de substituí-los à altura – Valtinho e Willians parecem estar um passo à frente dos demais: o primeiro (que tem um estilo parecido com Carrapicho) fez uma grande atuação contra o São Paulo, mostrando ser muito rápido e arriscou chutes perigosos, que quase se transformaram em gols; Willians também melhorou em relação ao primeiro jogo – apesar de pecar nas finalizações contra o São Paulo, mostrou muita mobilidade em quadra, sendo fundamental na jogada do primeiro gol guarapuavano.

Ficaram devendo um pouco mais os jogadores Paraná e Ricardo Virtuoso. O experiente Paraná mostrou muita garra e determinação nos dois jogos, mas não conseguiu render na mesma proporção de seus colegas de posição, o que talvez se explique por seu estilo de jogo, baseado na marcação e no passe, que não aparece tanto para o torcedor.

Já o guarapuavano Virtuoso, não conseguiu “encaixar” seu jogo nos amistosos: atuando como pivô, conseguiu fazer algumas boas jogadas, mas com pouca mobilidade e agilidade. Na ala foi um pouco melhor, mas ainda sem empolgar torcida. No entanto, devemos levar em conta que o atleta vem do futebol de campo, sendo totalmente compreensível que haja um tempo maior de adaptação. Acredito que durante a competição, o jogo do Virtuoso tenda a melhorar gradativamente.

A saída dos jogadores Gauchinho e Bisqui, na semana passada também deixa uma interrogação sobre como será o desempenho dos juvenis quando forem necessárias suas escalações. Por hora desejamos muita boa sorte ao Patrick e ao Harry (recém promovido da base), que terão esta missão de substituí-los com a mesma qualidade.

A contratação de mais um ou dois jogadores para a posição também seria bem vinda. Principalmente se houver lesões mais graves, que afastem atletas por períodos longos períodos.

Pivôs

Foi a posição que menos “rendeu” nos amistosos – já que sempre se espera gols dos pivôs, e todos passaram em branco nos amistosos. Mesmo assim os posicionamentos dos dois pivôs em quadra deu muito trabalho às defesas adversárias. Destaque para Marcelinho que, apesar de ficar marcado negativamente por perder um tiro-livre contra o São Paulo, mostrou que conhece todos os “atalhos” da quadra – trata-se de um jogador que tem tudo para ser um dos grandes nomes da equipe.

Seu companheiro de posição, Alex He-Man, já tem seu estilo bem conhecido pela torcida guarapuavana, mas teve uma atuação discreta nos amistosos. No entanto o torcedor sabe que, quando menos se espera, He-Man pode ser decisivo e é essa a torcida para a estreia contra o Campo Mourão, no dia 17.

Desta forma, devemos levar em conta que, dificilmente teremos um pivô rendendo tanto quando rendeu o Daniel Japonês em 2010 e no começo de 2011, mas temos dois jogadores de considerável presença física e muito perigosos para as defesas adversárias.

Time Guerreiro

Enfim, podemos dizer que neste ano devemos ter um time bem mais aplicado em quadra. Se por um lado perdemos peças importantes, difíceis de serem substituídas, por outro temos totais condições de suprir as deficiências com muita raça, determinação e união do grupo. Fazendo jus ao apelido da equipe adotado desde 2010: Time Guerreiro.

Confesso que fiquei bastante esperançoso com esta nova equipe que, ao meu ver, tem tudo para brigar pelo título, seguindo a levada dos amistosos. Agora é esperar o começo do Paranaense e ver se a previsão se cumpre.


E você? Concorda? Discorda? Deixe a tua opinião nos comentários.

2 comentários:

willian schmitz disse...

Ja comentei em outros posts que a principio essa equipe me parece muito superior que a do ano passado dentro de quadra, porem acho que ainda faltam umas 2 a 3 pçs de nivel dentro desse elenco, principalmente na posição pivô.

O Jaguara disse...

Ainda é muito cedo p dizer qqer coisa. Achei o time bom, principalmente o goleiro.

VAMOS CAD!

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