Antes do final do 1º turno, problemas financeiros atingem várias equipes na Chave Ouro


A bola da vez é o Ponta Grossa Futsal, que dispensou quatro atletas neste começo de semana, entre eles o (até então) capitão da equipe, o fixo Gian (foto). 

Toda aquela euforia do começo do ano, com o mercado da bola do futsal paranaense aquecido parece ter esfriado de vez. Antes do final do primeiro turno, são várias as notícias de equipes com problemas financeiros e dificuldades de manterem seus elencos. Como a tendência é de que a corda sempre arrebente do lado mais fraco, dispensas de jogadores e técnicos vem se tornando cada vez mais frequentes no estado.

Recentemente, o caso que mais chamou a atenção foi a do Toledo Futsal que, na semana passada, ameaçou desistir da Chave Ouro devido à crise financeira. Atletas e comissão técnica ficaram com dois meses de salários atrasados. Para não ter que sair da competição estadual e poder diminuir custos, a decisão foi de dispensar o técnico Baiano, pentacampeão estadual (antes os pivôs Carlos André e Guilhermão já haviam sido dispensados).

Outro clube que recorreu às dispensas foi o Marreco Futsal. Nem tanto por problemas financeiros, mas por deficiências técnicas e problemas internos. O goleiro Felipe, o ala Giba e o pivô Marquinhos Carioca deixaram o clube e, segundo informações de bastidores, o clube está economizando aproximadamente R$ 9 mil por mês, sem os atletas.

Outras equipes que não escondem as dificuldades financeiras são Corbélia e Palotinense. O primeiro adiou sua pré-temporada para economizar um mês de salários aos atletas: a consequência foi um começo de campeonato ruim, que deixou o time na lanterna da competição. Já a Palotinense segue com elenco reduzido e com a falta de patrocinadores na região. A situação divícil levou o presidente do clube, Adauri de Marco, a afirmar (depois da derrota de 5x0 em casa para a Unipa) que a cidade dificilmente terá equipe no Paranaense do ano que vem.

Ponta Grossa anuncia dispensas

Neste começo de semana outro clube anunciou dispensas, alegando problemas técnicos e financeiros. A equipe do Ponta Grossa Futsal, um dos que mais investiu para a temporada deste ano, não conta mais com os jogadores Gian (até então capitão da equipe), Renato, Rafinha e Japa. O goleiro Buiu também pediu seu desligamento para poder retornar à equipe do Araucária, que disputa a Chave Prata.

Com as saídas, o Ponta Grossa ficou com 14 jogadores inscritos na Chave Ouro. Segundo a diretoria, o clube poderá contratar mais um goleiro para o lugar de Buiú: “Estamos atrás de um goleiro, vamos ficar com 15 jogadores, acho que é um número bom para o elenco”, analisou o técnico Bian.

Novo regulamento: Passo maior que a perna?

Nunca foi segredo para ninguém a dificuldade dos clubes em manterem suas equipes na Chave Ouro de Futsal. Neste ano, os times considerados “médios” e “pequenos” encabeçaram a mudança da fórmula da Chave Ouro, que agora é disputada com uma primeira fase de 30 jogos. A principal argumentação era de que o calendário mais extenso garantiria uma renda contínua para estas equipes.

Do outro lado, os chamados clubes “grandes”, que disputam a Liga Futsal, foram contra, argumentando que os custos também aumentariam (como o maior número de viagens, por exemplo) e muitos times não conseguiriam manter suas equipes nas 30 rodadas.

Até o momento não tivemos nenhuma desistência de equipe que inciou a competição (como o Cianorte fez no ano passado). Isso talvez nem ocorra, mas é notório que as dificuldades financeiras estão dificultando a vida de vários clubes pelo estado. Estes, cada vez mais, se vêem obrigados a se adequar às suas realidades financeiras para continuarem “vivos” no Paranaense de Futsal.

Foto: Diário dos Campos

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