Opinião: A guerra no futsal regional tem que acabar


Incidentes em Clevelândia acendem luz de alerta para o futsal paranaense. 

Rivalidade é uma coisa. Guerra é algo totalmente diferente. O jogo entre Clevelândia e Ampere, no último sábado, pela Série Prata, chegou ao extremo da brutalidade. Provocações dentro de quadra, uma entrada um pouco mais dura, uma pressão verbal, tudo isso está dentro do limite. Mas misturar tudo, torcida, jogadores, comissão técnica, dirigentes, é muito preocupante. Trasformar uma quadra de futsal em um octógono é o cúmulo da ignorância.

Nunca imaginei que uma equipe tivesse que chegar ao ponto de contratar seguranças particulares para se proteger longe de seus domínios. Isso é sinal de uma guerra e não de um clássico regional. E quando um agride, o outro quer revidar ainda mais forte. Aí, a briga não tem fim.

Não estou aqui querendo defender esse ou aquele time. Só acho que uma situação como essa mancha a bonita história do futsal regional. O maior clássico do Sudoeste, entre Francisco Beltrão e Pato Branco, nunca protagonizou cenas como essas. Inclusive, trata-se do clássico mais bonito do Paraná, pois há rivalidade, ginásio lotado, equipes que se respeitam e que fazem do jogo um espetáculo à parte. Isso sim deve ser seguido de exemplo - e que as duas equipes continuem tratando o clássico desta forma para não queimar a minha língua.

Texto: Adolfo Pegoraro (Jornal de Beltrão)

Nós, do CliqueEsporte, corroboramos a posição do coléga Adolfo Pegoraro. Já temos deficiências demais no futsal paranaense e não podemos, de maneira alguma, transformar a violência em mais um problema para o esporte.

7 comentários:

Vilson Juarez disse...

Discordo, pois o maior clássico paranaense é Rondon X Cascavel.

Márcio Nei disse...

Na verdade esta matéria foi veiculada primeiro no Jornal de Beltrão (voltado para o público do Sudoeste). então acredito que o Adolfo está se referindo ao maior clássico da região sudoeste, saca?!

O que fiz foi publicar aqui, dando um sentido mais amplo para o estado...

Márcio Nei disse...

É... relendo o texto ele fala que o clássico entre Pato e Marreco é o "mais bonito do Paraná" e não o maior... mas aí é a opinião pessoal de cada um...

Parvel disse...

No minimo excluir o Clevelândia do futsal paranaense por uns dois anos, pra servir de exemplos para as outras equipes.

O Jaguara disse...

É complicado falar de algo que a gente não viu, mas lembro que no ano passado em Ampére teve outro caso parecido em jogo contra o Ivaí. Só que no ano passado o Ampére era mandante. Aqui se faz aqui se paga.

drngraniska306@gmail.com disse...

É no minimo engraçado que as confusões só aconteçem com o Ampere tendo sempre as confusões começadas com um jogador chamado Marcelo Jucá, os Amperences até esqueceram de reclamar da arbitragem como eles sempre fazem.

SORIPEL disse...

infelizmente não é a primeira vez; em Clevelândia sempre se fizeram disto; desculpem a sinceridade, mas trata-se de uma das praças esportivas mais tensas do Estado, isto não é de hoje, só que como a gloriosa Federação Paranaense de Futsal não está devidamente atenta, a certeza da impunidade faz com que "valentes" resolvam agir... lembro-me que há muitos anos atrás, por conta de um episódio como este, Siqueira Campos (dirigentes de Siqueira Campos, mandaram apagarem as luzes do Ginásio e agrediram meio time do Colégio Londrinense), levou uma multa exemplar (porque além de tudo tem que doer no bolso também), perderam mando de uns 6 jogos e não era jogar por perto, tiveram que jogar em Telêmaco Borba e Ponta Grossa, isto quando não houvesse jogo de Clube Verde em PG ou Aquarius em TB, o treinador Carlinhos foi banido do futsal, por haver incitado a violência, 2 jogadores do Colégio Londrinense que participaram "mais ativamente" da briga, pegaram gancho de 6 partidas cada um... é este tipo de ação que deve ser tomada e é o que se espera de uma Federaçao séria e que realmente preza pela ordem e disciplina do seu evento... isto tudo aconteceu na época do finado Jorge Kudri e recordo-me muito bem que era raro de se observar naquela época, em qualquer categoria pelo Estado, atos de indisciplina, seguidos de violência... após a "Era Kudri"... o nível de investimento e profissionalismo aumentou, isto é notório, mas situações e relatos de ambientes hostis, também aumentaram e com certeza, por falta de pulso da Federação

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