Guarapuavana supera adversidades e estreia com gols no futsal russo



Rafaela “Patinha” Dalmaz chegou à Rússia há duas semanas e já pôde conhecer a estrutura do novo clube: “muito melhor que no Brasil”. 

Quando o assunto é carreira profissional, a atleta Rafaela Dalmaz, de 21 anos, não tem medo de ousar. Depois de jogar em times de São Paulo e da Suíça, alternando passagens pelos campos e quadras, a guarapuavana assinou contrato com o MFK Tyumen, da Rússia. Ela é uma das duas brasileiras que toparam participar diretamente da tentativa de crescimento do futsal no país, e tem ajudado a aprimorar o desempenho das atletas russas.

O convite foi feito há menos de duas semanas, tempo suficiente para que ela viajasse e já participasse de amistosos pela equipe, marcando dois gols. “Um empresário me pediu para eu enviar um vídeo dos meus melhores momentos. Enviei meu DVD na segunda-feira e, na sexta, acertamos o contrato. Na outra segunda-feira tive que viajar para cá, porque iria fechar a janela internacional. Nem vi os meus pais, e já fazia dois meses que eu não os via”, contou por telefone Rafa Pato, como é apelidada por causa do pai, o ex-jogador Dirceu Pato.

A atleta – que tem no currículo atuações pelas seleções brasileiras sub-17 e sub-20, com as quais foi campeã mundial – estava atuando no Pindamonhangaba. Pelo time paulista, conquistou o título dos Jogos Abertos Brasileiros, em Vitória (ES). No entanto, optou por voltar ao futsal em função da estrutura do novo clube.

“Em relação ao nível do futsal brasileiro, a Rússia está um pouco abaixo. Mas a estrutura aqui é muito melhor que no Brasil. Aqui eles dão muito valor para os atletas brasileiros e temos de tudo: moradia, alimentação, complexo esportivo à nossa disposição, transporte, enfim, toda a estrutura necessária para um bom trabalho”, falou.

Na primeira experiência que viveu fora do Brasil, Rafa teve de trabalhar para se manter na Suíça, onde jogava Zuchwil 05. Agora, se concentra apenas no futsal. No próximo dia 9, o seu time estreia pela Liga Russa e, depois, vai participar da Copa da Rússia.

Em quadra, a brasileira se diz adaptada às companheiras, assim como a conterrânea Camila Jênifer. Fora dela, ainda enfrenta obstáculos. Ela conta que a passagem pela Europa tem a ajudado a se sair bem no novo país, mas que algumas dificuldades são inevitáveis.

“Estou sofrendo um pouco com a alimentação, que é sopa em quase todas as refeições do dia. O frio também está começando agora, faz 6 graus todos os dias, por enquanto”, diz, elogiando a recepção dos russos: “É um povo muito bom. Achei que seriam mais fechados, como é na Suíça, antipáticos, mas me surpreendi muito. E eles dão muito valor para o esporte e para a formação de atletas. Em cada ginásio que você vai, tem treino para crianças”.

Rafa começou a jogar futsal nas escolinhas de base de Guarapuava. Depois, passou pela Unopar de Londrina e Araraquara.

Texto: Douglas Belan (Jornal Diário de Guarapuava)

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