O preparador físico da
Copagril Futsal, Raphael Roel Martins, fala sobre as expectativas
para a temporada e como exerce seu trabalho no time.
O atual preparador
físico da equipe de futsal Copagril/Sempre Vida/Marechal Cândido
Rondon, Raphael Roel Martins, de 27 anos, passou a fazer parte da
comissão técnica no meio da temporada passada, após a saída de
David Cardoso, que foi trabalhar no futsal russo.
Ele é nascido em São
Paulo, a maior cidade do país, e, apesar disso, diz não ter tido
problemas com a adaptação em Marechal, exceto pelos dias frios
enfrentados assim que chegou à cidade. Além disso, Raphael afirma
apreciar a culinária local assim como as condições de moradia e a
facilidade em se locomover. Ele, inclusive, é adepto da bicicleta
para ir de um ponto a outro. Tanta simpatia pela cidade faz com que
seus pais o visitem todos os meses e a noiva venha a cada 15 dias.
Formado em educação
física plena pela Universidade Paulista (Unip) e a caminho de se
especializar em Treinamento Desportivo pelo Cefit (grupo de
especialistas da Unifesp), ele acredita que, profissionalmente, este
ano será decisivo.
Conheça um pouco mais
sobre o trabalho realizado por Raphael como preparador físico e o
que ele pretende fazer nesta temporada.
1. Você sempre teve
interesse ou envolvimento com o futsal ou foi uma consequência das
oportunidades que surgiram na carreira?
O futsal apareceu em
minha vida no ano de 2008, já no alto rendimento, por consequência
de oportunidades. Foi após uma parceria que a equipe do Corinthians
fez com a Unip, onde eu cursava educação física.
2. Sobre o seu
currículo profissional, conte em que times já trabalhou e se teve
contato diretamente jogadores e técnicos de renome.
Desde o começo da
parceria da universidade, comecei a trabalhar no Corinthians e
ganhamos títulos estaduais, metropolitanos, regionais e a Taça
Brasil (de clubes e seleções). Neste período, trabalhei com o
treinador campeão mundial Paulo Cezar de Oliveira (PC) e jogadores
de renome, como Simi (pivô), Lukaian (pivô), Schumacher (back),
Índio (back), Jackson (ala), entre outros.
3. Nesta primeira fase
da temporada 2014, o início dos trabalhos é de preparação e
entrosamento dos atletas com a equipe técnica. Como funciona a
preparação inicial e como os jogadores são avaliados? Existem
aqueles que precisam de mais preparação que outros ou é feito um
trabalho geral com todos?
Na preparação física,
usamos um termo chamado 'periodização', em que organizamos todos os
treinos da temporada. Para 2014, entretanto, foram montados dois
períodos por causa da Taça Brasil, campeonato que disputaremos no
início de abril. Por conta deste compromisso, a preparação foi
planejada não apenas com treinos físicos isolados, mas com inclusão
de trabalhos com bola já no começo da temporada.
Num primeiro momento, o
trabalho é geral, após os resultados dos exames, passamos a
individualizar, buscando desenvolver e obter ganhos em variáveis que
estão em deficit ou com pouca eficiência. O objetivo é desenvolver
a alta performance e beneficiar o atleta, contribuindo na sua
longevidade como esportista, ou seja, permitir que ele prolongue sua
carreira profissional.
4. Ano passado, você
chegou ao time para preencher a vaga deixada pelo outro preparador.
Qual é a diferença de chegar no meio da temporada, com as
competições já encaminhadas, e começar desde o início?
Chegar no meio da
temporada, normalmente, é ruim. Mas, no meu caso, não tivemos
grandes problemas, porque eu já trabalhava uma temporada antes com o
mesmo profissional no Corinthians (David Cardoso). Mesmo assim,
iniciar uma temporada é diferente e traz mais responsabilidades. A
maior vantagem está no controle dos atletas em todas as competições
da temporada, controle de carga, acompanhamento nas avaliações
antropométricas, reavaliações de exames e testes, entrosamento com
o treinador e jogadores. Isto tudo facilita o sucesso ao final do
ano.
5. Neste começo de
temporada já é possível criar expectativas em relação ao
desempenho dos jogadores e do time? De uma forma geral, o que você
espera para a equipe neste ano e para você, profissionalmente?
As expectativas para
esse ano são grandes em virtude do investimento. Teremos três
campeonatos para disputar e um torneio preparatório, o que torna a
temporada desgastante. Mas sempre inicio o ano buscando bons
resultados e este grupo demonstra já no começo que será possível.
Profissionalmente, será
um dos anos mais importantes da minha vida, pois busco desenvolver um
trabalho diferente com foco na correção de movimentos e na
transferência na produção de potência e resistência anaeróbia
(trabalho na especificidade do esporte).
Assessoria da Copagril


21.2.14

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