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Federação repassou 180 mil reais aos clubes


O presidente da Federação Paranaense de Futsal, Jesuel Laureano de Souza, afirmou na reunião arbitral da Série Ouro, sábado, dia 15, em Marechal Cândido Rondon, que a entidade repassou aos clubes da elite cerca de 180 mil reais no ano passado por meio de subsídio com arbitragem e também a premiação para o campeão, a Copagril, que ganhou um carro zero quilômetro.

“São alguns avanços que a gente está conquistando no decorrer dos anos. Para essa próxima edição, queremos melhorar ainda mais,  pois sabemos da importância de termos uma competição cada vez mais forte”, comentou o presidente, que assumiu o cargo em 2011.

A Série Ouro conta com o patrocínio da Kaiser e da Kagiva, que ajudam a manter esses custos. Os clubes receberam também um kit com 20 bolas, uniformes para os rodoboys (que limpam a quadra no dia de jogo), coletes para a imprensa, banners de divulgação, quatro braçadeiras de capitão e os DVDs para que os clubes façam a filmagem dos jogos. “Desde novembro do ano passado, tem uma empresa fazendo a reformulação do nosso site. A intenção é oferecer os processos do Tribunal de Justiça Desportiva de forma on-line, para facilitar a situação dos advogados. Outra ideia é oferecer os vídeos dos jogos para que os clubes possam assistir”, complementa Jesuel.

Tabela da Série Ouro

A Federação mostrou um esboço do que vai ser a tabela da Série Ouro, que começa no dia 15 de março e terá a participação de 13 equipes (Foz Futsal, Pato Futsal e Quedas do Iguaçu desistiram). Mas as datas e os jogos só devem ser anunciados de forma oficial até a próxima sexta-feira, dia 22. Isso porque alguns clubes apresentam algumas irregularidades financeiras e precisam normalizar se quiserem permanecer na disputa.

A primeira fase terá 12 rodadas em turno único e classificam-se os dez melhores para a segunda etapa da competição. Em seguida, os clubes se dividem em dois grupos de cinco e se enfrentam em partidas de ida e volta.

Texto: Adolfo Pegoraro (Jornal de Beltrão)

Opinião: Como driblar o problema financeiro que atinge nossas equipes?


O jornalista Jorge Guirado, da Catve, publicou um texto interessante sobre a situação financeira das equipes da Chave Ouro de Futsal. Confira:


Chave Ouro: equipes estão sem dinheiro - Como driblar o problema que atinge nossas equipes?


O assunto não é nenhuma novidade, pois tem se repetido com frequência nas edições das disputas do Paranaense de Futsal.

A falta de dinheiro atinge as equipes, que consequentemente deixam de honrar compromissos ou são obrigadas a realizar cortes de despesas para conseguirem, pelo menos continuar na competição.

Outras desistem antes mesmo do Campeonato começar, como foi o caso de São Miguel e Cianorte.

TOLEDO

Uma das fases financeiras mais problemáticas e que repercutiu bastante nesta temporada foi a do Toledo Futsal, que por não conseguir pagar em dia seu time, perdeu no decorrer dos meses cerca de 70% dos jogadores contratados para defender o time no início do ano.

UNIPA FOZ

Após a vitória sobre o Paraná Clube no último sábado (11) os jogadores da Unipa Foz desabafaram e em suas entrevistas disseram que o time precisa de auxílio urgentemente.

Apesar dos 2 meses de salários atrasados, a equipe está há exatamente 11 partidas sem perder, obtendo um crescimento contínuo na competição.

GUARAPUAVA

Dirigentes do Guarapuava Futsal também declararam que buscam mais apoiadores, que se disponibilizem a ajudar, seja como membro do grupo gestor ou como patrocinador já que muitos que faziam parte e auxiliavam com a folha no ano passado não continuaram com seus contratos nesta temporada.

CORBÉLIA E QUEDAS

O Corbélia e o Quedas perderam peças importantes de seus elencos por conta de ofertas melhores de salários, talvez nem com uma diferença de valor tão grande, mas pela segurança de serem pagos nas datas corretas de vencimentos.

Outra consequência da falta de recebimento de salários, são atitudes tomadas pelos atletas que ficam no grupo, como paralisação de trabalhos e até ameaças de não entrarem em quadra para jogar, na esperança de que suas situações sejam resolvidas.

PALOTINA

A situação do Palotina é muito preocupante.

Lanterna na tabela de classificação, o técnico Fabiano Poffo possui um elenco reduzido, e sem perspectivas de melhoras na competição, lutando para pelo menos conseguir terminar a sua participação nesta fase.

EXCEÇÕES

Claro que como em toda regra, existem grandes exceções felizmente a triste situação não acontece com algumas equipes.

Exemplos disso, são: Marechal e Londrinense que administram as suas equipes como empresa.

No Marechal o planejamento, organização empresarial e busca de recursos escorados por uma Cooperativa, tem sido fatores fundamentais para a continuidade e cumprimento de programação,que é feita sempre com muita antecedência e clareza, antes de cada competição.

O Londrinense é outra boa prova de que um trabalho consciente e estruturado em cima de uma Instituição de Ensino tem plenas condições de ser bem sucedido.

Nos dois casos, os times buscam promoção de suas instituições claro, mas com o planejamento realizado para não macular e manchar o nome das mesmas.

Fazem propaganda de sua marca usando os times e terceirizam o pagamento desta propaganda.

Estas equipes cumprem rigorosamente o orçamento baseado em suas receitas e não na possibilidade de receita por resultados, paixão ou dependência de favores.

Não são pedintes.

São organizados, seu orçamento é definido um ano antes e sempre com uma "gordurinha" para queimar numa contratação extra, caso seja necessário.

Por esta razão dá certo.

Não dão o passo além das pernas, e se muitos times buscam um segredo, fórmula de "sucesso" e o fim das suas preocupações com a falta de verba, seria este, provavelmente um dos caminhos mais seguros, ou o primeiro passo para que as coisas comecem melhorar.

Bom seria se todas as equipes conseguissem cumprir com seus contratos, deveres e honrar compromissos com jogadores dos seus elencos, que afinal de conta possuem contas a pagar e filhos para sustentar.

Texto: Jorge Guirado (publicado originalmente no site da Catve)


Algumas considerações: nenhum clube deixa de fazer uma previsão orçamentária antes de colocar seu time em quadra (quando constatado que não há viabilidade no projeto acontecem as desistências, como a do São Miguel e São José dos Pinhais, nesta temporada).

O problema é que este dinheiro (simplificando a conversa) não existe, pois é apenas uma previsão. Qualquer imprevisto no meio do caminho (saída de investidores, públicos pequenos, entraves políticos, etc...) complica a vida dos clubes que montam seus times tentando aproveitar ao máximo as verbas previstas (até para não ficar muito atrás do nível dos grandes).

É um assunto bem complexo e que carece de mais discussão... Na minha visão, não exite fórmula mágica para que todas as equipes passem o ano com folga em seus caixas. Se isso fosse fácil, certamente não teríamos equipes passando por dificuldades na Chave Ouro (e olha que tem muitas outras que não foram citadas no texto acima).

E você o que acha?

Equipes de Futsal do Paraná apostam em promoções para driblar a crise financeira

Cascavel e Umuarama sorteia automóveis para seus torcedores nesta sexta feira
Nesta sexta feira (dia 16) duas das equipes mais tradicionais do futsal do estado do Paraná fazem promoções voltadas aos seus torcedores: Cascavel Futsal e Umuarama Futsal promovem sorteios de rifas de automóveis para tentar melhorar suas rendas e manter os compromissos em dia.
Em Cascavel cada bilhete custa R$ 1000,00 com um número limitado de bilhetes. Embora voltado a um público diferenciado, a expectativa é de que a arrecadação com a promoção resolva os problemas de gastos com a equipe que está disputando a Chave Ouro e os play-offs da Liga Futsal.
Em Umuarama, a promoção do “Jantar Premiado” espera grande adesão da torcida, que concorre ao sorteio de um Chevrolet Celta 1.0 / 2P./ 0Km, uma moto CG 125 Fan 0Km e uma televisão de plasma LCD 40 polegadas. O preço da cartela, no Noroeste do estado, é de R$ 350,00 e dá direito a jantar para duas pessoas.
O presidente do Umuarama e vice-presidente da FPFS, Edivanilson Lopes Romeiro considera que, sem as promoções, que acontecem anualmente, seria muito difícil manter o projeto da equipe na cidade: “Essas promoções já são tradicionais e tem ajudado o nosso time a se manter na elite do futsal nacional por quase dez anos”, disse o presidente.

Guarapuava também planeja promoções
Em Guarapuava, a estratégia das promoções foi bastante explorada em 2010: em um ano muito conturbado para a equipe, o ginásio Joaquim Prestes ficou interditado na maior parte do Campeonato Paranaense depois do acidente que tirou a vida do atleta Robson Costa, o que afetou diretamente a arrecadação com a venda de ingressos para os jogo, que tinham que ser mandados em ginásio com menor capacidade de público.
Em 2011, o projeto do time guarapuavano não previa as vendas de rifas e de promoções como no ano passado, investindo com um foco principal nas vendas de artigos na loja do clube. Mas com a diminuição do público nos jogos, ocasionada por um conjunto de fatores nesta temporada, a diretoria já planeja algumas ações para poder encerrar o ano no “azul”.
Em breve deveremos ter novidades neste sentido.

Equipes apostam em pacotes de ingressos para "sócios-torcedores"

Equipes tentam equacionar dispesas com as vendas
Uma alternativa de geração de renda que está sendo adotada pelas equipes paranaenses cada vez mais, são os pacotes de ingressos para a temporada paranaense de futsal (o sócio-torcedor).
Muitas vezes não há desconto real para o torcedor, pois o objetivo é arrecadar fundos para que os clubes não passem dificuldades no decorrer das competições. Seria como uma cota de patrocínio garantida aos clubes, que poderia ser descrita mais como "torcedor-patrocinador" que garantiria a sequência do espetáculo.
A equipe do Marreco Futsal, recentemente, anunciou seu pacote de ingressos no custo de R$ 30,00 mensais ou R$ 300,00 para temporada inteira, com jogos do estadual e da Liga Sul, que será realizada na cidade de Francisco Beltrão.
Já o Guarapuava segue fazendo cadastros em seu site oficial (clique aqui para acessar). Depois de preencher seus dados o torcedor imprime uma via e entrega ao clube com uma foto 3x4. O dá direito a uma carteirinha de sócio, camiseta e entrada em todas as partidas em Guarapuava. O custo é de R$ 400,00 masculino e R$ 300,00 feminino.
Grandes equipes como Marechal e Cascavel também lançaram pacotes para sua torcida, com preços mais populares, mas vale ressaltar a força dos patrocinadores destas equipes, o que propicia aos clubes utilizar estes pacotes como ações promocionais para aproximar o torcedor. O que acontece com as demais equipes é um pouco diferente: os pacotes são uma forma real de levantar uma renda, que pode fazer a diferença no final da temporada, quando as contas do ano são fechadas.
Reclamação e chiadeira existem de todos os lados, mas o que é necessário perceber é que aqueles que acham que podem colaborar um pouco mais com os clubes, podem ter certeza que estarão fazendo a diferença em favor do futsal de sua cidade. Aqueles que acham os custos pesados (o que não é condenável, analizando a situação socio-econômica da nossa região) podem continuar comprando seus ingressos jogo a jogo, também contribuindo para seus clubes.
Neste contexto dá para compreentender a preocupação de alguns clubes com a nova fórmula do Paranaense, aprovada no arbitral, que pode deixar o campeonato (principalmente no primeiro semestre) menos atrativo ao torcedor, mas esta é outra discussão que vai longe...

ACF não sabe qual será sua verba para 2011

Depois da conquista inédita da Chave Prata do Campeonato Paranaense de
Futsal, no ano passado, apenas um fato é certo na ACF (Associação Cascavelense de Futsal): a participação pela primeira vez na elite do futsal do Estado, a Chave Ouro.
“Já confirmamos à Federação [Paranaense de Futebol de Salão] que disputaremos a Ouro. O prefeito de Corbélia [Eliezer Fontana] já sinalizou positivamente para nossa participação e agora ajuda a viabilizar patrocínios na
cidade e na região”, explica Marcio Rinaldi, supervisor do time cascavelense que representa o município vizinho na competição.
Segundo Marcio, que acumulará ainda o cargo de técnico da equipe junto com Cafú (Levino Vaz), apenas entre 10 e 15 de fevereiro a equipe tomará conhecimento do valor que lhe será destinado para o campeonato.
“Se for ‘X’, teremos determinado objetivo, se for ‘Y’ nossa meta será outra”, diz sem revelar as cifras que estima ser necessárias para disputar a competição.
A indefinição do patrocínio adia a formação do grupo de jogadores e do início dos treinos. “Infelizmente teremos cerca de um mês para nos prepararmos,
mas terá de ser assim. Quanto ao time, estamos conversando com os jogadores que defenderam a equipe no passado para saber quem tem interesse no nosso projeto e quer continuar no time. Teremos ainda alguns
jogadores da base e esperamos contar com atletas que disputam campeonatos na região, além de jogadores que defenderam Cascavel nos Jogos da Juventude”, explica Rinaldi, complementando que deve fechar o grupo com 16 ou 17 atletas – no ano passado, contou com 19 jogadores.
(Fábio Donegá)

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