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Guarapuava inaugura nova sala de fisioterapia e homenageia Robson Costa



Jogador, que morreu em 2010 durante amistoso no ginásio Joaquim Prestes, dá nome à mais recente estrutura do clube. 

O Poker Agrária Guarapuava realiza hoje (6 de março) a inauguração simbólica de uma sala própria de fisioterapia, no ginásio Joaquim Prestes. Antes dependente de clínicas particulares ou de universidades para tratar seus jogadores, o clube de futsal agora possui estrutura para atender não apenas ao elenco, mas também a atletas de outras modalidades esportivas. A diretoria do Deportivo contratou um profissional e um estagiário da área, que já estão trabalhando em função da equipe.

E essa relevante conquista do CAD será dedicada a um jogador que marcou a história do clube. Descrito como um “guerreiro”, Robson Costa dará nome à sala de fisioterapia. O atleta morreu em 2010, durante uma partida amistosa no ginásio Joaquim Prestes, quando uma lasca da quadra se soltou e perfurou a perna do jovem.

“É uma homenagem pelo que ele representou para o time. Foi um jogador que vestiu nossa camisa com muita dedicação e, infelizmente, foi vítima de uma tragédia. Com certeza, o Robson está na história do clube e nunca será esquecido por nós”, disse o supervisor do Poker Agrária, José Válter Liberato.

Texto: Douglas Belan (Diário de Guarapuava)

Acidente com piso de madeira no treinamento do Umuarama


No treinamento desta quarta feira, o pivô Vini (foto) teve sua perna perfurada por uma lasca de madeira que se soltou do piso do Ginásio Amário Vieira da Costa.

O elenco do Umuarama levou um grande susto durante o treinamento desta quarta feira (dia 8). O pivô Vini (Vinicius Carinha Galarraga) teve a perna perfurada por uma lasca de madeira que se soltou do piso do ginásio Amário Vieira da Costa, onde ocorria o treinamento da equipe.

Segundo informações, o atleta passa bem. A lesão teria sido superficial e a lasca já teria sido retirada. Na noite desta quarta feira, o atleta está sendo atendido por um cirurgião plástico que está fechando o machucado em sua perna.

A informação veio via Facebook, postada pelo técnico Baiano (ex-Guarapuava), que criticou as condições da quadra depois de ter passado por uma reforma. Confira o post do treinador: “Hoje um grande susto no treino, após uma semana afastado do ginásio para arrumarem a quadra, um dos meus jogadores teve uma farpa rasgando sua perna fazendo uma lesão incrível e assustadora. Já perdi uma pessoa amiga pelo mesmo problema e as pessoas não aprendem. A quadra está pior do que estava antes de mexerem na mesma,” denunciou.

O treinador ainda fez um apelo para que os problemas no piso sejam solucionados o mais rápido possível: “Estamos com medo de trabalhar na nossa própria casa. Espero que façam alguma coisa para dar segurança aos meus jogadores e aos outros que vierem jogar contra nos,” alertou.

Por fim, Baiano desejou uma rápida recuperação ao atleta e para quem for utilizar a quadra: “Vini, que sua recuperação seja rápida e que Deus proteja a todos q forem jogar ou brincar na quadra,” finalizou.

Fantasmas do passado

Em março de 2010 um fato semelhante aconteceu no ginásio Joaquim Prestes em Guarapuava. O técnico Baiano dirigia a equipe de Guarapuava na Copa 200 Anos, em uma partida contra o Palmeiras-SP. O fixo Robson Costa deu um carrinho na linha de fundo e uma lasca do piso atingiu o atleta, se alojando no abdômen do jogador. Mesmo atendido prontamente e levado para um Hospital, o jogador não resistiu à cirurgia para a retirada da madeira e veio a falecer.

Baiano era amigo pessoal de Robson. Os dois tinham trabalhando anteriormente em outras equipes do Paraná e também no Japão.

O caso causou grande comoção e projeção mundial. Depois do ocorrido a Prefeitura de Guarapuava resolveu retirar a madeira do ginásio Joaquim Prestes, que hoje tem um piso de concreto.

No começo deste ano um caso muito parecido aconteceu na Espanha. Em um jogo de futsal amador, um atleta teve a coxa perfurada, causando muito espanto. No lance, a placa se desprendeu do piso e o atingiu. Apesar da imagem forte, o jogador não teve maiores complicações: “Poderia ter acontecido algo muito mais grave. No Brasil morreu um jogador por isso,” declarou o jogador espanhol.

Qual piso é melhor?

Grande parte dos profissionais ligados ao futebol de salão elege o piso de madeira como um dos melhores para a prática do esporte. Como a madeira trabalha em um sistema de amortecimento, a principal vantagem é a diminuição dos impactos para os atletas, principalmente em joelhos e articulações.

No entanto o lado ruim da utilização do piso de madeira é que este requer um cuidado minucioso. É necessário que este esteja em excelentes condições, pois qualquer defeito pode causar acidentes. Ainda que estes sejam raros, os mesmos tendem a ser graves.

Texto: Márcio Nei

Especial: Maior tragédia do futsal brasileiro completa dois anos


Há dois anos, o fixo Robson Costa perdeu a vida depois de uma fatalidade no Joaquinzão.

No dia 07 de março de 2010, há dois anos atrás, aconteceu a maior fatalidade da história do futsal brasileiro, que repercutiu em todo o Brasil e em vários países do exterior. Na partida Guarapuava Futsal x Palmeiras-SP, disputada no dia 6 de março de 2010 e válida pela Copa 200 Anos de Guarapuava (um torneio de pré-temporada que também contava com os times do Atlântico Erechim-RS e Joinville-SC), o fixo Robson Costa, da equipe guarapuavana, deu um carrinho na linha de fundo do ginásio Joaquim Prestes e foi atingido por uma lasca de madeira que se soltou do piso.

Na hora do acidente, ninguém percebeu gravidade da situação, nem mesmo Róbson, que pediu ao goleiro Brigadeiro, hoje técnico do Guarapuava, que arrancasse a madeira enquanto ainda estava “quente”. Quem estava no ginásio acreditava que a lasca tinha atingido apenas a coxa do jogador (o jogo inclusive continuou normalmente depois do atendimento e do deslocamento do atleta). Porém, chegando no Hospital São Vicente de Paulo (com Róbson ainda consciente), constatou-se que a lasca de madeira tinha mais de 40 centímetros e que tinha se partido em três pedaços, atingindo órgãos e causando hemorragia interna.

A cirurgia para a retirada da madeira foi imediata, mesmo assim o jogador não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer na manhã de domingo, dia 7. A notícia logo se espalhou, causando grande comoção – já que o atleta, de apenas 23 anos, ainda tinha uma longa carreira pela frente. Planejando, inclusive, retornar ao futsal do Japão, onde trabalhou com o técnico Baiano, seu grande amigo que, na época, dirigia a equipe de Guarapuava. Robson, inclusive, foi contratado pela em 2009, por indicação do treinador.

A notícia caiu como uma bomba para a equipe de Guarapuava, que cogitou, até mesmo, deixar o esporte, encerrando suas atividades. Mas depois de muitos meses sem poder jogar no Joaquinzão (que foi interditado pelo Ministério Público, até que o piso de madeira fosse substituído por outro de concreto) e dos laudos técnicos que apontaram que o acidente se tratou de uma fatalidade, o clube viria a conquistar seu maior título – o da Chave Ouro de 2010. A volta por cima foi uma vitória não só para o CAD, mas para todos aqueles que conheciam Róbson, e que ofereceram a conquista ao jogador.

Robson teve a camisa 18 imortalizada pelo clube de Guarapuava, também sendo homenageado em várias equipes em que atuou (como São Miguel, Marechal e Beltrão). Seu apelido (Guerreiro Robson) hoje é utilizado pelo clube guarapuavano (Time de Guerreiros) como forma de motivação e de lembrar do atleta que, para muitos, nunca abandonou a equipe.

Fica a lembrança desta data triste para o esporte e a memória do CliqueEsporte a este jogador, importantíssimo na história do futsal guarapuavano. Mesmo não estando entre nós, serve até hoje como inspiração de muitos profissionais do futsal, sobretudo em Guarapuava.

Valeu, Guerreiro!

Jogador espanhol tem a coxa perfurada durante partida de futsal


Caso lembra muito o acidente em Guarapuava, com Robson Costa. 

Um jogador de futsal amador teve a perna perfurada por um pedaço de madeira de cerca de meio metro, no último sábado, na Espanha, durante o jogo entre o Peña Sang Culé de Barcela e o Cornellá. Identificado apenas como Jose P., o atleta de 26 anos teve a coxa esquerda atravessada pela lasca da tábua, que se desprendeu do piso do ginásio. As informações são do jornal catalão "ABC".

De acordo com o jornal, o incidente aconteceu aos 18 minutos de jogo, quando Jose tentava fazer uma jogada pelo lado direito da quadra. No lance, a placa se desprendeu do piso e o atingiu. Apesar da imagem forte, Jose não teve maiores complicações. A madeira não danificou o osso, nem músculo, artéria ou nervo: "As enfermeiras fizeram fotos comigo porque nunca tinham visto nada parecido . A verdade é que eu tive muita sorte", disse Jose.

No hospital local, ele teve o objeto retirado pelos médicos, ganhou alta e ficará se recuperando em casa nos próximos dias. Ainda assim, o jogador disse que vai denunciar o ginásio San Ildefonso. "Poderia ter acontecido algo muito mais grave. No Brasil morreu um jogador por isso," declarou.

Fonte: globoesporte.com


Quase dois anos da tragédia em Guarapuava

Impossível não relembrar o ocorrido com o jogador Róbson Costa em um lance muito semelhante que aconteceu na cidade de Guarapuava, no dia 6 de março de 2010. O time do Clube Atlético Deportivo/Guarapuava Futsal jogava a Copa 200 Anos de Guarapuava contra o Palmeiras-SP e logo nos primeiros minutos de partida, Róbson foi atingindo por uma lasca, depois de dar um carrinho próxima da linha de fundo.

A diferença do lance de Robson com o caso da Espanha, é que o atleta do time Guarapuava teve seus órgãos internos atingidos. O jogador foi retirado consciente da quadra e, na hora do acidente não havia entre os presentes no ginásio Joaquim Prestes, a verdadeira noção do incidente. O que causou ainda mais surpresa ao se saber da gravidade da lesão.

Róbson passou por uma cirurgia no Hospital São Vicente de Paulo, mas não suportou os ferimentos, entrando em óbito noa manhã dia dia 7 de março. O caso trouxe uma grande comoção em todo o Brasil e também no exterior. O ginásio Joaquim Prestes ficou interditado no primeiro semestre de 2010 e seu piso de madeira foi substituído pelo piso atual de concreto, coberto com uma tinta especial.

Naquele ano, o time de Guarapuava (que aposentou a camisa nº 18 em homenagem ao atleta) demonstrou uma incrível superação, transformar a tragédia em vitória: mesmo sem poder jogar na maior parte do ano em seu ginásio e tendo que conviver com a perda de um de seus atletas, o grupo do CAD se uniu, buscando forças para chegar ao título da Chave Ouro de 2010. A vitória foi comemorada em pleno ginásio Joaquim Prestes, com destaque para os familiares do jogador, que acompanham a partida e deram a volta olímpica com o time de Guarapuava.

Especial: 100 vezes Brigadeiro (parte final)

Da tragédia à glória, o goleiro esteve presente nos momentos mais marcantes do CAD
Depois de um ano ruim seguido de um ano de recuperação na equipe de Guarapuava, Brigadeiro chegou à sua terceira temporada pela cidade em 2010. Além dele permaneceram o técnico Baiano e os jogadores Roni, Róbson Costa, Ademir, Neto, Oliveira e Polenta. Chegaram para reforçar o elenco, Tarcísio, Biro, Carrapicho, Ricardinho, Japonês, Fernandinho e Edson.
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    O time desta vez era muito promissor, com chances reais de lutar pelo título paranaense. Para deixar o time pronto para a disputa foi promovida a Copa 200 Anos de Guarapuava: um quadrangular de pré-temporada, contra as equipes de Joinvile-SC, Atlântico de Erechim e Palmeiras-SP.

    Tudo corria bem na competição e Guarapuava vinha tendo um bom desempenho, quando aconteceu, uma das maiores tragédias do esporte brasileiro: a morte do jogador Robson Costa, grande amigo e companheiro de clube de Brigadeiro no Guarapuava e em Marechal Cândido Rondon.

    O acidente aconteceu bem ao lado de Brigadeiro: Robson deu um carrinho para tirar uma bola para escanteio e uma lasca de madeira se soltou do piso, atingindo os órgãos internos do jogador. Nem o próprio Róbson percebeu a gravidade da situação na hora do acidente e pediu para Brigadeiro puxar a lasca enquanto ainda estava quente, confidenciou o arqueiro, dias após a tragédia. Depois de ir para o hospital, Robson não resistiu e faleceu na manhã do dia seguinte.

    Esta talvez tenha sido o pior momento em toda a história de Brigadeiro, do Guarapuava e de todo o futsal Brasileiro: o clube chegou a cogitar encerrar suas atividades, mas com muita força de vontade, o clube e seus atletas se reergueram mais uma vez e, mesmo sem poder jogar por mais de um semestre no Joaquinzão, que ficou interditado, o time de Guarapuava fez sua melhor campanha no Paranaense, que culminou com o título no final do ano. Um grande final feliz depois da pior das adversidades.

    Ainda neste ano, o clube conquistou o vice-campeonato da Liga Sul em Santa Catarina e se consolidou com um clube reconhecido no estado e no país.

    Temporada atual

    Em 2011, na quarta temporada de Brigadeiro em Guarapuava, o clube foi surpreendido por uma nova fórmula na Chave Ouro, aprovada de forma irregular no arbitral e que acabou dificultando novamente o clube guarapuavano, principalmente nas vendas de ingressos, já que, sem os clubes da Liga Futsal na disputa, a torcida diminuiu nos jogos do primeiro semestre.

    Mesmo assim, a equipe liderada pelo técnico Baiano e pelo capitão Brigadeiro jogou com seriedade e responsabilidade. Chegaram novos reforços como Gil, Dionísio, Thiago, Thagão, Júnior Cabeça e Nenê que mantiveram a força e, juntamente com a base remanescente, levaram o Guarapuava até o final da Chave Ouro Primeira Parte.

    No primeiro jogo da decisão o resultado não foi o esperado, perdendo por 3x2 para o Marreco. Mas no próximo sábado (dia 2), o Guarapuava poderá reverter a vantagem e lutar por mais um título na história do clube e de Brigadeiro, jogador que se confunde com a história da equipe, completando 100 jogos com a camisa guarapuavana justamente na grande final.

    Se depender de toda esta longa história, com tropeços e superações, o torcedor guarapuavano pode ter a certeza de que o capitão Brigadeiro tem muitas chances de levantar mais uma taça neste sábado, brindando com Chave de Ouro estas 100 participações defendendo Guarapuava.

CAD convida torcedores para missa em homenagem à Robson

Nesta segunda feira (7) faz um ano que aconteceu a maior tragédia da história do futsal paranaense: a morte do jogador Róbson Rocha Costa depois de um acidente durante a partida entre C.A.Deportivo/ Guarapuava e Palmeiras, pela Copa 200 Anos de Guarapuava.
O acidente aconteceu no dia 6, quando uma lasca de madeira do piso do ginásio Joaquim Prestes atingiu os órgãos internos do atleta que não resistiu à cirurgia para a retirada da madeira, vindo a falecer na manhã do dia 7 de março de 2010.
A notícia caiu como uma bomba e teve repercussão nacional e internacional. O clube guarapuavano cogitou, até mesmo, encerrar suas atividade em meio ao clima da perda de um de seus atletas. Mas com o apoio da torcida, o Deportivo se reergueu e fez a melhor temporada de sua história chegando ao inédito título de Campeão Paranaense da Chave Ouro.
O clube está convidando à todos para participarem da celebração de uma missa que será realizada na Igreja da Catedral de Guarapuava nesta segunda, às 19 horas, em honra do atleta.

Ano termina em final feliz para o CAD

Depois de um 2010 que começou com muitas dificuldades, o Clube Atlético Deportivo de Guarapuava, terminou a temporada de 2010 conquistando o campeonato mais importante do salonismo do Paraná, a Chave Ouro de Futsal.
A equipe provou ser um Time de Guerreiros, como está sendo chamado por sua torcida e, mesmo tendo que superar a perda de Róbson no começo do ano e os jogos fora do Joaquinzão, a equipe superou os “medalhões” do Estado e agora faz parte da galeria de campeões, ao lado de Marechal, Umuarama e Cascavel, apontados como favoritos desde o começo desta edição do estadual.
O último capítulo desta saga não poderia ser mais tenso: diferente das duas primeiras partidas da decisão entre Guarapuava e Cascavel, em que saíram muitos gols, o jogo final realizado na quarta feira (15) foi marcado por muita tensão e marcação forte das duas equipes.
O torcedor, mais uma fez, fez um show nas arquibancadas do Joaquinzão e incentivou a equipe desde o começo, mas que marcou o primeiro gol foi o Cascavel: Quando entrou a segunda formação da equipe guarapuavana, o Cascavel se impôs e começou a dominar as jogadas de ataque: Em cruzamento perfeito de Magrão, Issamu, que voltava de suspensão, venceu Brigadeiro e marcou 1x0 para os visitantes aos 9 minutos.
O Guarapuava, que precisava pelo mesmo do empate voltou a atacar mais e Carrapicho, que fez uma excelente partida, chutou forte contra a meta de Doni. No bate-rebate dentro da área Cascavelense a bola sobrou novamente para Carrapicho que, desta vez, não errou o alvo e empatou em 1x1.
Mesmo com o empate o jogo seguia perigoso e a torcida parecia tensa, ainda mais quando o arbitro deixou de marcar um pênalti claro em Carrapicho, puxado pela camiseta dentro da área cascavelense.
Com o passar do tempo o Cascavel voltava a ser perigoso: aos 4 minutos do segundo tempo, Aladinho tirou Brigadeiro em ótima jogada, mas Chupeta conseguiu salvar o que seria o segundo gol do Cascavel. Entretanto o Guarapuava também levava muito perigo nos contra ataques, principalmente com Fernandinho e Ricardinho: a equipe seguia bem postada em quadra, sob as orientações do técnico Baiano.
As faltas já estavam em 5x5 na segunda etapa e a pressão cascavelense crescia: depois de Deivid jogar adiantado, o técnico Ney Victor colocou Aladinho como goleiro-linha. Mas, quando o Cascavel foi para o tudo ou nada, brilhou a estrela de Fernandinho, que marcou o gol do título quando faltavam apenas dois minutos para o final da partida. Depois do gol a torcida não conteve o grito de campeão.
Com o placar favorável para o Guarapuava o Cascavel tentou marcar nos minutos finais com jogadas fortes contra a meta guarapuavana, mas Brigadeiro estava lá e garantiu a vitória suada por 2x1, que virou festa depois do apito final.
A festa se estendeu do Joaquinzão para as ruas da cidade. Eufóricos, torcedores saíram satisfeitos do ginásio e fizeram um buzinaço até o centro de Guarapuava, comemorando a façanha inédita em um ano que tinha tudo para sepultar a história do CAD no esporte, mas foi exatamente o contrário: da crise veio a força para levantar, lutar e conseguir o lugar de maior destaque no salonismo paranaense.
PARABÉNS CAD, CAMPEÃO PARANAENSE DE 2010!

Onde uns veem técnica outros veem poesia

Foto chama a atenção do torcedor durante a partida da semifinal
No ano da superação para o C.A.Deportivo, muito se fala de uma força extra que a equipe estaria tendo nesta campanha. Para muitos trata-se de uma proteção metafísica, uma presença espiritual, a força do Guerreiro Róbson que segue, de alguma forma, ajudando e protegendo o time guarapuavano.
A torcedora Adiane comentou da seguinte maneira a foto que ilustra esta postagem (tirada no mesmo ângulo do acidente de Róbson), que está disponível no banco de imagens da Unicentro (clique aqui para ver a galeria completa):

Canto que virou luz....
Olha sei que pode parecer viagem para algumas pessoas que lerem isso...
Mas no momento em que vi essa foto parei...
Parei por alguns instantes e voltei no tempo... coincidência talvez...
Mas mexeu com um misto de sentimentos que não tem explicação...
Senti ser uma luz do bem, algo mágico...
Parece a presença de um anjo amigo zelando por seus companheiros...
C.A.D. coincidência ou não tem um anjo lá em cima olhando por vocês e torcendo tambem... Nosso anjo do bem "Robson" estará com vocês sempre...

Confesso que, com meu olhar técnico, na hora em que bati esta foto só notei que a luz do flash de outro fotógrafo tinha "chapado" a imagem (quase a deletei, mas sem acabei deixando na máquina e foi para a galeria). Enfim, meu olhar extremamente técnico não teva a mesma sensibilidade que da torcedora Adriane.
Neste ano, com certeza, algo diferente e difícil de explicar está acontecendo em Guarapuava. Independente das crenças ou da fé de cada um, acho que esta sensação é perceptível à todos que estão acompanhando a tragetória do CAD em 2010. Muitos falarão que é apenas psicológico, outros que a explicação é espiritual, outros que não passa de uma mera concidência. Mas, seja o que for, está mexendo com o sentimento da torcida e da equipe e, com esta força extra, vai ser muito difícil que este título da Chave Ouro não fique em Guarapuava.

Guarapuava: O time da superação em quadra

Mesmo com desconfiança do torcedor, Guarapuava consegue feito inédito
O ano de 2010 e, sem sombra de dúvidas, é o ano da superação para a equipe do Clube Atlético Deportivo, que representa a cidade de Guarapuava no Paranaense de Futsal, Chave Ouro.
No começo da temporada, com a tragédia que levou ao falecimento do jogador Róbson Costa no começo do mês de março, o clube ameçava nem mesmo participar do estadual, tamanha era a dor e o choque da perda de uma pessoa importante dentro da "Família Deportivo".
Em seguida o problema foi o financeiro: o Ginásio Joaquim Prestes foi interditado depois do acidente e a equipe teve que mandar seus jogos em praças menores na cidade, no ginásio do Trianon e do SESI. Como a lotação dos dois ginásios era menor que a do Joaquinzão, a equipe não conseguia arrecadar o suficiente para honrar seus compromissos. Mesmo com promoções o "caixa" seguia baixo para o clube.
Mesmo com as adversidades, o elenco mostrava que dentro de quadra tinha grande potencial: foi assim que a equipe conseguiu o segundo lugar na classificação geral da primeira e segunda fase, outro feito inédito para o clube. Mas, na disputa de um campeonato longo como o paranaense, surgiu uma queda de rendimento na metade da segunda fase e outra nos jogos finais da terceira fase, o que levou o torcedor guarapuavano a perder um pouco da confiança que tinha na primeira fase.
Na partida contra o Marreco  Futsal, na penúltima rodada da terceira fase, esta desconfiança atingiu seu ápise, pois o time deixou escapar a classificação, tendo que decidir a vaga fora de casa contra o temido Umuarama.
O rival que eliminou o time guarapuavano duas vezes do sonho das semifinais, em 2007 e 2009. Além disso, o Guarapuava nunca tinha vencido o adversário fora de casa. Ou seja, tudo parecia dar errado na hora "H", no momento da decisão havia o temor de que o time não renderia o suficiente para seguir na luta pelo título.
Mas, como a fênix que renasce das cinzas, o time guarapuavano mais uma vez ressurgiu com muita moral ao vencer um jogo histórico, uma verdadeira batalha com uma virada emocionate sobre o Umuarama: Faltando quatro minutos para o final da partida, o Guarapuava perdia por 3x1, levando dois gols de pênalti (um deles muito contestado pela equipe) e parecia já estar fora das semifinais. Mas a reação veio com Oliveira e Paulo Henrique, que balançou duas vezes a rede umuaramense, virando o jogo para 4x3 e garantindo a classificação guarapuavana.
Na euforia pela classificação o fixo ofereceu a vitória para outro fixo, que já está imortalizado na história guarapuavana: "Não sou muito de tocar neste assundo, mas ofereço esta classificação ao Róbson", decretou Paulo Henrique, instantes depois do apito final em Umuarama.
Agora a equipe volta com esperanças renovadas e, de alma lavada mais uma vez, o Clube Atlético Deportivo retorna no próximo sábado (20) em Londrina, ao caminho em direção ao título paranaense de 2010.

Joaquinzão: Promotoria deve receber laudo na segunda-feira

A Promotoria de Justiça da cidade espera receber na segunda-feira (10) o laudo da perita Vera Lucia Shebalj – ela é arquiteta e presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibaper-PR) e foi designada pelo Crea-PR para avaliar a situação do ginásio Joaquim Prestes, interditado desde o dia 7 de março, quando o jogador Róbson faleceu após sofrer um acidente na quadra.
O documento que apontará qual o tipo de piso mais indicado para ser colocado no ginásio, após a remoção do atual, considerado condenado, devido a uma série de problemas – será enviado a promotora Bianca Malachini em duas versões, uma online e outra impressa, através do correio. Ontem, Vera Lúcia entrou em contato com a promotora, garantindo a entrega do laudo – uma informação divulgada pela rádio Difusora AM, de Guarapuava, dava conta de que a intenção da perita era entregar o material já no começo da última semana.
"A prefeitura já demonstrou o interesse em trocar o piso. Após a entrega do laudo, o novo piso pode ser colocado, respeitando os prazos de licitação, já que não haverá mais interdição no que diz respeito à ação do Ministério Público", informa Bianca.
Longe de casa.
Como o prazo entre a licitação e o término das obras é de 90 dias, a equipe de Guarapuava deve demorar pelo menos três meses para retornar a sua casa favorita – o ginásio também é o preferido dos torcedores, desde que foi reinaugurado em 2006. Enquanto isso, o time deve se mudar para o ginásio do Sesi, onde enfrenta Londrina na próxima rodada, dia 15.
Mas como o lugar receberá jogos do time apenas até julho, já que passará por obras, Guarapuava deve voltar para o Trianon para jogar o Paranaense, sua casa mais “acanhada”, com capacidade para apenas mil pessoas – no Joaquim Prestes cabem 3.500 pessoas e no Sesi 1.500.
Fonte: redesuldenoticias.com.br

P.S. Todos comigo: Aleluia, aleluia...

Interdição do Joaquinzão chega ao 60º dia

Com indefinição, o CAD deverá jogar no ginásio só na 3ª fase do Paranaense de Futsal.
Infelizmente, o assunto que mais movimenta o esporte em Guarapuava atualmente não é liderança do Deportivo/ Guarapuava no Paranaense de Futsal, Chave Ouro.
As atenções de todos estão voltadas, há 60 dias, para o ginásio Joaquim Prestes que segue interditado desde o dia 7 de março, primiero pela Polícia Civil e depois pelo Ministério Público.
Confira os principais acontecimentos que deste período, em que a cidade não pode contar com a maior praça de esportes da região:

6 de março:
- C.A.Deportivo/ Guarapuava e Palmeiras/ Jundiaí-SP entram em quadra no Joaquim Prestes pela 2ª rodada da Copa 200 Anos de Guarapuava (torneio polêmico à começar pelo nome). Os guarapuavano goleiam por 5x2 e assumem a liderança da competição. Entretanto, com pouco mais de um minuto de partida, o fixo Róbson dá uma carrinho próximo à linha de fundo e acaba se ferindo com uma lasca do piso de madeira do ginásio. O atleta é levado às pressas ao Hospital São Vicente de Paulo e o jogo segue normalmente.
- Informações de membros da Secretaria de Esportes relatam que o acidente não teria sido grave e a tomografia não teria acusado nenhum ferimento em órgãos internos, apenas no músculo da coxa.
- Logo depois da partida, o burraco da quadra, onde houve a acidente é fechado com massa, já que a orgazinação da Copa 200 Anos de Guarapuava pretendia continuar com as partidas pela manhã.

7 de março:
- Como uma bomba, a notícia da morte de Róbson pega todos (que não acompanharam a cirurgia no Hospital São Vicente de Paulo) de surpresa. Diferente das informações do dia anterior, confirmou-se que foram atingidos os órgãos internos do atleta. A cirurgia teve complicações e o jogador acabou falecendo por volta das 7 horas da manhã do domingo.
- Muita emoção de torcedores e atletas no velório de Róbson, que logo depois seguiu para a cidade de São Miguel do Iguaçu e, finalmente, para Foz do Iguaçu, sua terra natal.
- A repercussão nos maiores meios de comunicação do país foi instantânea e, no mesmo dia, a Polícia Civil interditou o ginásio Joaquim Prestes, cenário do acidente.

8 de março:
- O corpo de Róbson é enterrado em Foz do Iguaçu com presença, além de familiares e amigos, de jogadores, comissão técnica e dirigentes do CAD.
- Em Guarapuava, a delegada Maria Nysa Manny diz em entrevista à RPC TV/Guairacá que dificilmente alguém será responsabilizado criminalmente. Na edição da tarde do jornal RPC, a delegada explica que haverá uma perícia para determinar se houve falha na construção ou na manutenção do piso.
- A Secretaria de Esportes afirma que jamais aconteceu fato semelhante no ginásio.
- Torcida guarapuavana se mobiliza para homenagear Róbson.

9 de março:
- A Federação Paranaense decide adiar a estreia do Guarapuava no Estadual.
- Confirma-se a informação (em nível nacional) de que um garoto de Cascavel se feriu no mesmo canto da quadra, em Outubro de 2008. A Prefeitura diz que desconhecia o acidente de 2008.

10 de março:
- Jogadores do Deportivo voltam às atividades, ainda sentindo a perda de seu companheiro de quadra. A terapeuta Sandra Zanette começa a trabalhar a recuperação emocional da equipe.
- O Secretario Pablo Almeida diz, em entrevista, que ficou sabendo do acidente do menino de Cascavel pela imprensa.
- Torcedores divulgam a criação da Torcida Camisa 18, em homenagem à Róbson.

13 de março:
- Começa a Chave Ouro e várias equipes prestam homenagens à Róbson. Entre elas o Marechal C. Rondon, onde o jogador atuou em 2007.

16 de março:
- Muito se especula sobre onde a equipe mandará seus jogos: Sesi, Trianon, Entre Rios e Pinhão surgem como possibilidades.
- Polícia Civil segue as investigações, recebendo membros da empresa que colocou o piso do ginásio Joaquim Prestes.

18 de março:
- Equipe Guarapuava treina no ginásio da Associação da Caixa Econômica, pois o ginásio Trianon estava em más condições.
- Em Londrina, o ginásio Moringão também é interditado. A causa é a deteriorização do piso de madeira.
19 de março:
- Com os trabalhos da Polícia Científica chegando ao final, fala-se da esperança que a reforma do piso do Joaquinzão inicie na semana seguinte.

20 de março:
- Para acabar com especulações, o presidente do CAD Liebrato, diz em entrevista que o clube não mandará seus jogos fora de Guarapuava. Possíveis locais seriam apenas o Trianon e o SESI.
22 de março:
- Federação divulga nova tabela com os jogos do CAD, com 8 partidas no mês de abril.

23 de março:
- Começam as obras no ginásio do Trianon com o objetivo de receber os dois primeiros jogos do Paranaense. Depois os jogos voltariam ao Joaquinzão.

30 de março:
- Deportivo faz seu lançamento oficial para a temporada de 2010. Contudo, parte do material esportivo não chega a tempo, o que vira motivo de críticas por parte de alguns segmentos contrários à administração municipal.
- No mesmo evento, o secretário Pablo Almeida afirma, para alguns órgão da imprensa ligados à administração municipal, que o ginásio Joaquim Prestes está liberado pela perícia da Polícia Científica e as obras começarão em breve.

31 de março:
- O Ministério Público mantêm interdição do Joaquinzão e solicita ao CREA-PR um novo laudo, desautorizando, assim, as declarações de Pablo Almeida no dia anterior.

3 de abril:
- O CAD estreia na Chave Ouro no ginásio do Trianon. A equipe vence a Adeafi por 3x0 e a camisa nº 18 é imortalizada pelo clube, antes da bola rolar.

7 de abril:
- Guarapuava vence o Paraná por 2x1. A partida é mandada no Trianon, à exemplo da estreia. Nesta partida, surgem informações de que alguns veículos de comunicação teriam sido “barrados” para fazer a cobertura da partida.

10 de abril:
- Perícia do CREA-PR vem de Curitiba e visita o ginásio Joaquim Prestes. Antes de deixar a cidade, a perita deixa um pré-laudo para o Ministério Público onde reprova o piso do Joaquim Prestes, bem como o piso provisório, que seria colocado num acordo com uma empresa de Foz do Iguaçu.

15 de abril:
- Surge a informação e que a empresa que emprestaria o piso ao Joaquinzão resolveu vendê-lo para ser colocado no ginásio do Marecanãzinho no RJ, que ficou inutilizado devido às fortes chuvas que alagaram a cidade carioca.

16 de abril:
- Promotora Bianca Malachine, do Ministério Público, informa que o laudo do CREA será entregue na semana seguinte (de 19 a 23 de abril).

20 de abril:
- A delegada Maritza Haisi revela que o processo criminal ainda está parado e que a Polícia Civil ainda aguarda o Laudo criminalístico.
- O Secretário Pablo Almeida afirma que a volta ao Joaquinzão só acontecerá no segundo semestre (tempo necessário para proceder a licitação e as obras do novo piso).

23 de abril:
- Com as rendas comprometidas por não poder utilizar o Joaquinzão (ginásio onde poderia ser vendido um número 3 vezes maior de ingressos que no Trianon) , o CAD lança duas campanhas para levantar verbas para o clube.

27 de Abril:
- A promotora Bianca Malachine, do Ministério Público, afirma que o prazo final para a entrega do laudo do CREA-PR se encerra no dia 30 de abril.

28 de abril:
- O perito Alcebiades Rodrigues Neto (da perícia da Polícia Civil) afirma ao Jornal Diário de Guarapuava que houve falhas na colocação e na manutenção do piso do Joaquinzão. Contudo, estas falhas não teriam sido determinantes para o acidente de Róbson. A conclusão do perito foi de fatalidade, impossível de ser prevista.
- Deportivo vence o São Lucas e chega à liderança do Estadual. No mesmo jogo torcedores fazem um abaixo assinado pedindo providências sobre a liberação do Joaquinzão.

30 de abril:
- Expira o prazo para que o CREA-PR entregue o laudo ao Ministério Público.
- O vereador Ademir Strechar apresenta Moção de Apelo pedindo a liberação do Joaquinzão.

2 de maio:
- A promotora Bianca Malachine, do Ministério Público, afirma que na segunda-feira (dia 3) solicitaria o laudo ao CREA-PR, já que o prazo da entrega teria terminado.

4 de maio:
- Diretoria do CAD procura fazer um acordo com o SESI para mandar os jogos naquela praça para melhor acomodar o torcedor e aguardar até poder voltar ao Joaquinzão.

5 de maio:
- 60 dias de interdição do Ginásio Municipal Joaquim Prestes.

Laudo criminalístico não aponta responsáveis pela morte de Róbson

Conclusão: "Foi uma fatalidade, impossível de prever."
Nesta quarta-feira (28), o Jornal Diário de Guarapuava divulgou que o laudo da criminalística da Polícia Civil (não confundir com o laudo do CREA-PR, que ainda não foi entregue ao Ministério Público), concluiu que o piso da quadra do Ginásio Joaquim Prestes tinha problemas em sua montagem e em sua conservação, entretanto estes fatores não foram a causa principal do acidente com o atleta Róbson Rocha, no dia 6 de março, durante a disputa da Copa 200 Anos de Guarapuava. O perito Alcebíades Rodrigues Neto, um dos quatro peritos que assinaram o laudo final, considerou o fato como imprevisível, como uma fatalidade.
Segundo Rodrigues Neto, "ocorreram fissuras nas tábuas do piso, que podem ocasionar um acidente. Não aquilo que ocorreu [com o atleta Róbson], uma fatalidade.” O perito afirmou, ainda, que as fissuras devem ter aparececido devido à má colocação das tábuas pela empresa responsável pela montagem: “Houve falha na montagem e isso, com certeza, ocasionou uma sobrecarga no piso. Não foi a causa principal do acidente, mas pode ter contribuído”.
A perícia observou que foram colocados calços para nivelar o piso, o que não é recomendado pela CBFS: “A colocação das tábuas não era adequada. Havia desnível do apoio dos compensados. Para corrigir isso, foram colocados calços, o que a norma da Confederação Brasileira de Futebol de Salão não permite," observou Rodrigues Neto.
Mesmo reconhecendo que houve algumas falhas também na conservação do piso, o perito observou que a hipótese de que goteira ou de humidade danificaram a quadra não procede: “Não existia uma goteira, nenhum córrego que passasse por perto que influenciasse o desprendimento da madeira”, afirmou.
Resumindo, para a perícia da Polícia Civil, embora houvesse falhas na colocação e na manutenção do piso de madeira, o que aconteceu só pode ser descrito como uma fatalidade imprevisível: “Elas contribuíram para o fato, mas não foram as causadoras. Pode ser até que o veio da madeira estivesse parcialmente rompido, mas não há como afirmar. Foi um caso à parte, uma fatalidade, humanamente impossível de prever," concluiu Rodrigues Neto.
Há espera do segundo laudo.
Enquanto isso a sociedade guarapuavana segue na espectativa do laudo do CREA-PR, que foi solicitado pelo Ministério Público no começo deste mês e tem até o dia 30 para ser entregue, segundo a legislação. Neste laudo será apontado qual material deverá ser utilizado para substituir o piso de madeira no Ginásio Joaquim Prestes.

Certas coisas só acontecem em Guarapuava?

Interdição do Joaquim Prestes chega ao 50º dia
Nas rodas de amigos, nas conversas de bar, em toda a cidade de Guarapuava o que mais se dizia depois de 6 de março, dia do acidente que levou ao falecimento do atleta Róbson do time do Deportivo Futsal, era a seguinte frase: "Certas coisas só acontecem em Guarapuava!" Era a única forma que as pessoas da cidade encontravam para explicar o inexplicável.
Contudo, para sair do senso comum, a Polícia Civil logo entrou em ação e interditou o ginásio Joaquim Prestes, no dia seguinte à tragédia, para realizar uma perícia e indicar a causa do acidente, além de observar se alguém ou alguma organização poderia ser responsabilizada. A vistoria foi feita e a quadra foi liberada pela Polícia Científica no final de mês de março (apesar da delegada Maritza informar no dia 20, para a RPC, que este laudo ainda não tinha sido entrege).
Entretanto, o Ministério Público achou que deveria ser feito um novo laudo, agora pelo CREA-PR, e assim se fez: A engenheira Vera Lucia de Campos Correa Schebalj veio até Guarapuava no dia 10 de abril, e realizou a segunda perícia na quadra e no novo piso provisório, que seria colocado, logo que as obras fossem liberadas pelo MP. Como a engenheira reprovou a quadra e o novo piso, a empresa iguaçuense que estava emprestando o material para a Secretaria de Esportes do Município procedeu a venda do mesmo para ser colocado no ginásio do Maracanãzinho no Rio de Janeiro, onde as fortes chuvas danificaram o piso anterior.
Mesmo com o piso provisório reprovado, havia a esperança que, ainda naquela semana, a engenheira Vera Lucia encaminharia o laudo para o MP, para que a Prefeiturainiciasse o preocesso de licitação de um novo piso indicado pelo CREA-PR para posterior reforma. Mas 16 dias se passaram deste a última perícia e nem o CREA-PR e nem o MP se pronunciaram se haverá ou não, a liberação da quadra para obras.
Sabe-se também, que depois da (provável?) liberação, entre a licitação e o término das obras serão, pelo menos, mais 90 dias sem o Joaquinzão. Somados aos 50 dias de interdição, seriam 140 dias (quase 5 meses) sem que Guarapuava pudesse contar com seu maior ginásio.
Ninguém sabe ao certo o motivo de tanta demora por parte do Ministério Público. Várias especulções surgem nos bastidores e nas rodas de conversas que vão desde "incampacidade" até "politicagem". Mas o que todos concordam (e sentem sobre a situação) pode ser definido por um único comentário de um leitor do CliqueEsporte na postagem anterior: "Já deu, neh....."
Torço muito para que, seja o que for, que esteja fazendo o Ministério público agir com tanta demora se resolva o mais rápido possível. As próprias pessoas que fazem parte deste órgão já devem ter percebido o desgaste que o caso trouxe à imagem do MP e, cá entre nós, já passou da hora destas pessoas agirem com bom senso.
Não vou estender ainda mais este texto esplicando qual é o maior prejudizado com esta situação, pois já escrevi sobre isso diversas vezes e, como dizem, a corda arrebenta sempre do lado mais fraco.
O torcedor do esporte guarapuavano está sentindo na pele, sem entender o porquê disso tudo. Sem achar respostas o ele só pode dizer para si mesmo: "CERTAS COISAS SÓ ACONTECEM EM GUARAPUAVA!"

Esporte Espetacular fala com a família de Róbson

Ontem (domingo) a Rede Globo voltou a repercutir a morte do fixo Róbson, no programa Esporte Espetacular. Confira a matéria :

Guarapuava estreia com pé direito na Chave Ouro

Gol e homenagem: Daniel Japonês (foto) comemorou o gol da vitória homenageando Róbson.
Depois de quase um mês em jogar uma partida oficial, o Guarapuava finalmente estreou no Campeonato Paranaense de Futsal, Chave Ouro, na noite do último sábado (3 de abril) e o início da equipe na competição não poderia ser melhor: vitória de 3x0 sobre a Adeafi de Foz do Iguaçu.
Antes do jogo, homenagens.
A diretoria do Clube Atlético Deportivo/Guarapuava realizou antes da partida de estréia do time no Paranaense de Futsal, duas homenagens: a primeira, à família do desportista Altair Bührer Macedo, que dá nome ao ginásio do Bairro Trianon, que está substituindo o ginásio Joaquim Prestes que segue interditado.
A segunda homenagem, já esperada por todos, foi a imortalização da camisa número 18 do clube, que era usada por Róbson Costa, atleta que jogaria esta temporada por Guarapuava, mas acabou falecendo no começo do mês de março, durante a disputa da Copa 200 Anos de Guarapuava.
Além disso, se fez presente a nova torcida organizada Camisa 18, que também faz referência ao número que Róbson utilizava nos jogos do Guarapuava. A torcida, inclusive lotou as dependências do ginásio do Trianon, fazendo uma bela festa na noite da estréia guarapuavana.
Começo de jogo nervoso, mas no segundo tempo Guarapuava deslancha.
Toda a estréia, geralmente, é marcada pela ansiedade que pode acabar até atrapalhando um pouco o desempenho das equipes, e na estréia do Guarapuava não foi diferente: O primeiro tempo foi marcado por muito nervosismo e equilíbrio das equipes, ambas chegavam com facilidade ao gol e perderam grandes chances de abrir o placar, mas as defesas de Brigadeiro e Ilbério garantiram um primeiro tempo sem gols.
Na segunda etapa, a Adeafi até começou melhor, criando boas chances, mas, aos poucos, o Guarapuava foi tomando as rédeas da partida e o gol não demorou a sair: aos 6 minutos, Édson marcou o primeiro gol do Guarapuava no Paranaense e levantou a torcida no ginásio do Trianon.
O jogo seguia quente, com boas chances da Adeafi, que obrigavam o goleiro Brigadeiro se desdobrar, executando boas defesas, mas aos 10 minutos, aproveitando jogada de contra ataque o Guarapuava chegou ao segundo gol: Neto completou para os fundos da rede depois do cruzamento de Édson. Os jogadores da Adeafi reclamaram falta de Ricardinho, no início do lance, mas a arbitragem validou o gol.
Com a desvantagem no placar, a Adeafi se lançou ao ataque adiantando o goleiro Ilbério, mas a boa marcação guarapuavana garantia o placar até que, em nova jogada de contra ataque aos 16 minutos, Ilbério afastou mal a bola e Daniel Japonês aproveitou a sobra para marcar (de cabeça) o terceiro do Guarapuava. Na comemoração o pivô ergueu a camisa e mostrou uma camiseta com a foto de Róbson, a homenagem custou à Daniel japonês um cartão amarelo.
Nos minutos finais, Carrapicho quase ampliou, mas desta vez, Ilbério salvou os iguaçuenses e acabou se contundindo no lance, sendo susbstituído por Cris. Placar final: Guarapuava 3x0 Afeafi.
Agora equipe pensa no Paraná Clube.
Apesar do bom resultado, o técnico Baiano, do Guarapuava, se mostrou com os pés no chão, ressaltando que o trabalho da equipe está apenas em seu início: “Temos que corrigir muitas coisas ainda, mas jogo a jogo vamos melhorar,” explicou o treinador.
Baiano também falou sobre o próximo adversário na Chave Ouro, o Paraná Clube que vem à Guarapuava no próximo dia 7, quarta-feira: “Será outra pedreira, mas em casa temos que buscar os três pontos, pois o objetivo é classificar o mais rápido possível”, finalizou.

Outros resultados da noite:
Campo Mourão 7 X 0 Clevelândia
Ciagym Maringá 5 X 3 São Miguel

Com a vitória a equipe guarapuavana sobe para a oitava colocação da Chave Ouro. Confira a classificação geral:


Confira algumas imagens da partida:


Clique aqui para ver mais imagens de Guarapuava x Adeafi.

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